O impacto da reforma tributária nas empresas deixou de ser projeção e virou operação. Desde janeiro de 2026, a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) roda a 0,9% e o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) a 0,1%, no chamado ano-teste do novo modelo. A transição segue até 2033. Ainda assim, boa parte das companhias brasileiras não consegue responder à pergunta que a diretoria vai fazer no próximo fechamento: quanto isso muda no resultado?
Foi esse o ponto levado por Davi Damazio, diretor da Revizia, em reportagem publicada pela Jovem Pan.
“Se a empresa continuar fazendo mais do mesmo, inevitavelmente poderá ter impacto forte na última linha.”
A matéria mostra que o efeito da reforma não se resume à alíquota. O regime de crédito não cumulativo muda a lógica de comparação entre fornecedores: um preço mais alto com crédito embutido pode custar menos, no final, do que um preço menor sem crédito. Isso obriga a recalcular custo, formação de preço, política de compras e margem, contrato por contrato.
Há também um deslocamento de poder dentro das empresas. A área fiscal sai do papel puramente operacional e passa a ocupar a mesa de decisão, ao lado de CEO, CFO e conselho. Segundo Damazio, o obstáculo prático é conhecido: grandes corporações ainda organizam informação tributária em planilha e processo manual, o que inviabiliza qualquer simulação confiável de cenários.
A leitura sobre o profissional da área é direta. A automação absorve a tarefa repetitiva, e o especialista qualificado ganha peso, não perde espaço.
A Revizia é uma plataforma de inteligência tributária idealizada sob a ótica de um Auditor Fiscal da Receita. O Revizia cruza os documentos fiscais da empresa com tudo o que ela declarou nas obrigações acessórias e, no simulador da reforma tributária, recalcula o resultado com IBS e CBS aplicados sobre a DRE real do negócio, e não sobre estimativa de mercado.



